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DYO MAGAZINE #278 | Roger Monte

Quem vê a beleza marcante e a simpatia de Roger Monte talvez não imagine a força da história que ele carrega. É exatamente isso que ele revela no novo ensaio para a DYO Magazine. Clicado com exclusividade pelo fotógrafo Sergio Baia, o modelo surge em um ensaio ousado e sensual, vestindo sunga em tons nude e explorando poses provocantes, intensas e cheias de atitude.

Nascido e criado no Rio de Janeiro, Roger, hoje com 42 anos e 1,84 de altura, enfrentou anos de preconceito e uma batalha silenciosa contra a depressão após o surgimento do vitiligo, condição caracterizada pela perda de pigmentação da pele, que apareceu pela primeira vez aos 23 anos. “Ver minha pele perdendo a pigmentação foi assustador. Achei que minha vida, que mal havia começado, tinha acabado naquele momento”, revelou.

Durante mais de uma década, Roger evitou até mesmo se olhar no espelho. “Eu tive alguns anos realmente sombrios. Não aceitei minha condição de jeito nenhum e comecei a usar maquiagem para camuflar minhas manchas”, relembra. O vitiligo transformou completamente sua vida, impactando sua autoestima e forma de se enxergar.

A virada veio em 2016, quando, incentivado por amigos, decidiu se mostrar como realmente era. “Eles me ensinaram a ver minhas manchas como algo único e bonito. Então, um dia eu acordei, peguei meu celular, tirei uma foto e postei no Instagram.” O que começou como um ato de coragem rapidamente chamou a atenção de grandes marcas e abriu portas na carreira.

“Mesmo tímido, me sentindo completamente cru diante das câmeras, acabei me redescobrindo e percebi que eu era feliz mostrando quem eu realmente sou.” Foi assim que Roger transformou sua história em força e passou a ocupar seu espaço na moda com autenticidade.

De volta à DYO Magazine, ele protagoniza um ensaio ousado e carregado de presença, onde transforma sua vivência em linguagem visual. “Quis causar sensação mesmo. Não só desejo, mas curiosidade. Aquele tipo de foto que prende o olhar. Pra mim vai além do corpo, é atitude, é presença”, afirma.

A segurança e intensidade que transmite nas imagens vêm de um processo interno sólido. “Vem de me conhecer. De saber quem eu sou, com qualidade e defeito mesmo. No dia a dia eu não fico tentando agradar todo mundo, então quando eu fotografo isso aparece naturalmente.”

Fora das câmeras, ele reconhece que nem tudo é linear. “Tento estar no controle, mas nem tudo depende de mim. Preocupação com família, com meus pais… isso mexe. Tem fase que eu não tô no meu 100%, mas mesmo assim eu me cobro a não parar. Nem que seja o mínimo, eu faço.”

Intenso por essência, Roger também revela como isso se reflete em suas relações. “Intenso. E um pouco provocador também. Eu gosto de conexão de verdade, não de superfície. Quando eu me envolvo, eu tô presente, mas sem deixar de ser quem eu sou.”

Celebrando sua trajetória e a aceitação da própria pele, ele reforça o impacto do seu trabalho. “Se minhas fotos são capazes de ajudar outras pessoas a aceitarem seu verdadeiro eu, então estou feliz. Eu fiz da câmera minha aliada e mal posso esperar para ver o que o futuro me reserva.”

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