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DYO MAGAZINE #295 | Ginê Lopes

 

A beleza e o charme de Ginê Lopes ganharam um olhar ainda mais íntimo em um ensaio realizado no litoral de São Paulo. Aos 43 anos, o modelo e Business Partner de Recursos Humanos foi fotografado pelo próprio namorado, o fotógrafo Du Borsatto, em uma sessão que colocou em evidência não apenas seu corpo, mas também a conexão existente entre os dois. Diante das lentes de alguém com quem divide a vida, Ginê encontrou um ambiente de confiança, liberdade e naturalidade, transformando a intimidade do casal em parte essencial das imagens.

Ser fotografado pelo próprio namorado é algo natural para Ginê. A relação de confiança entre os dois ajuda a deixar o modelo à vontade diante das câmeras, enquanto o olhar profissional de Du Borsatto conduz o ensaio com tranquilidade.

“Para mim, sempre foi muito natural ser fotografado pelo Du. Existe uma relação de muita confiança e intimidade entre nós, então eu me sinto muito à vontade com ele. Isso acaba aparecendo nas fotos. Ao mesmo tempo, o Du leva o trabalho dele muito a sério e sabe conduzir um ensaio com muita tranquilidade e profissionalismo. Acho que essa combinação entre intimidade e segurança profissional faz toda a diferença: eu consigo simplesmente estar presente, sem ficar preocupado demais com a câmera.”

A confiança também aparece na maneira como Ginê encara a própria sensualidade. Acostumado a ser fotografado, ele acredita que estar confortável consigo mesmo é o principal ingrediente para transmitir segurança e presença diante das lentes.

“Acho que, principalmente, estar confortável comigo mesmo. Com o tempo, fui entendendo que sensualidade tem muito mais a ver com presença e atitude do que com tentar parecer alguma coisa. Quando você está seguro, conhece o próprio corpo e não está preocupado em corresponder a uma expectativa, isso aparece naturalmente. E, claro, estar com alguém em quem você confia muito também ajuda.”

O corpo ganha bastante destaque no ensaio, mas Ginê prefere falar em cuidado, e não em obsessão pela forma física. Sua rotina inclui musculação, uma alimentação relativamente equilibrada e disciplina para manter o corpo e a autoestima em sintonia.

“Sim. Tento manter uma rotina de atividade física, principalmente musculação, e tenho uma alimentação relativamente equilibrada. Não sou uma pessoa que vive em função do corpo, mas gosto de me cuidar e de me sentir bem fisicamente. Acho que existe também uma questão de disciplina: cuidar do corpo hoje é uma forma de cuidar da minha disposição, da minha autoestima e da maneira como eu quero viver.”

Mas o que realmente torna um ensaio sensual? Para Ginê, não é apenas o corpo, o olhar ou uma boa pose. Existe algo mais difícil de reproduzir: a conexão entre quem fotografa e quem está diante da câmera.

“Acho que é uma combinação, mas a conexão é fundamental. Um corpo bonito pode estar em uma fotografia, mas a sensualidade aparece quando existe alguma coisa além da imagem. Pode ser um olhar, uma postura, uma atitude ou simplesmente a sensação de que existe uma história acontecendo ali. No nosso caso, acho que a intimidade entre nós ajuda muito porque não estamos simplesmente reproduzindo uma pose: existe uma relação real por trás da fotografia.”

A relação entre Ginê e Du Borsatto também atravessa naturalmente o trabalho dos dois. Existe liberdade para experimentar, trocar ideias e até reconhecer quando algo não funciona. Ao mesmo tempo, quando as câmeras entram em cena, os dois sabem separar a relação pessoal dos papéis de fotógrafo e modelo.

“No nosso caso, acho que as duas coisas acabam se misturando de uma maneira bastante saudável. O Du conhece muito bem quem eu sou, então existe liberdade para experimentar e também para dizer quando alguma coisa não funciona. E eu confio muito no olhar dele. Acho interessante porque, de certa forma, ele consegue registrar uma versão minha que talvez outra pessoa não conseguisse enxergar da mesma maneira. Ao mesmo tempo, existe uma separação entre a nossa intimidade e o trabalho: quando estamos fotografando, ele é fotógrafo e eu estou ali como modelo. Essa combinação funciona muito bem para nós.”

Fora das câmeras, a química também é construída no cotidiano. Para Ginê, manter a atração viva em um relacionamento passa menos pela novidade e mais pela admiração, pela intimidade e pela vontade de continuar descobrindo o outro.

“Acho que atração não se sustenta apenas pela aparência ou pela novidade. Ela passa muito pela admiração, pela curiosidade sobre o outro e pela vontade de continuar compartilhando a vida. A intimidade também muda com o tempo, e acho bonito quando o casal consegue construir novas formas de se olhar e de se desejar.”

E é justamente essa parceria que Ginê destaca quando fala sobre sua relação com Du Borsatto:

“No meu relacionamento com o Du, acho que existe muito espaço para leveza, parceria, amizade e diversão. A gente gosta de viver coisas juntos, sair, dançar, ouvir música, estar com amigos e simplesmente aproveitar a companhia um do outro. Para mim, essa combinação de intimidade, liberdade, cumplicidade e admiração é o que mantém a química viva.”

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