
Sol, areia, mar e sunga. Em um ensaio exclusivo para a DYO Magazine, o francês Martin Gary posou para o fotógrafo Vinicius Vieira em Ipanema, em uma sessão que revelou seu lado mais descontraído e sensual. Natural de Paris, Martin encontrou no cenário carioca o ambiente perfeito para um ensaio que mistura beleza, corpo e espontaneidade.
Apesar de já estar acostumado com as câmeras, o francês de 34 anos admite que os primeiros minutos foram de nervosismo. “Eu sou bastante inseguro diante de uma câmera, principalmente no começo do ensaio. Começo a pensar em como estou, no que estou fazendo com o meu corpo, se alguma coisa parece estranha”, confessa.
A praia movimentada e a pouca roupa tornaram o desafio ainda maior, mas a conexão com Vinicius mudou rapidamente o clima. “Em algum momento, deixou de parecer um ensaio e começou a parecer que estávamos simplesmente nos divertindo na praia”, conta.
Para Martin, a confiança diante da câmera não depende apenas de saber posar. Ela nasce principalmente da relação com o fotógrafo e da liberdade para esquecer que está sendo fotografado. “Minha confiança vem muito mais dessa conexão do que de saber como posar”, afirma.
Ipanema também teve papel importante nessa transformação. No início, os olhares chamavam atenção, mas logo passaram a fazer parte da experiência. “A relação com o corpo no Rio parece muito mais livre e natural. Todo mundo está na praia, todo mundo está de roupa de banho. A vida está acontecendo ao seu redor”, observa.
Entre as fotos favoritas, Martin destaca uma das mais espontâneas, em que aparece deitado na toalha, sorrindo e olhando para longe. “Não estou olhando para a lente nem tentando conscientemente parecer sexy. Apenas pareço feliz e confortável”, revela.
A experiência também mostrou ao francês que confiança é algo que se constrói com o tempo. “Talvez confiança não seja chegar a um ponto em que esses pensamentos desapareçam. Para mim, é ficar confortável o suficiente para parar de deixá-los controlar a experiência”, explica.
No fim, mais do que as paisagens de Ipanema, o mar ou a atmosfera do Rio, Martin levou consigo a sensação de ter vencido a própria insegurança. “O que realmente lembro é de como me senti no final comparado a como me senti no começo”, conclui.
E é justamente essa transformação que aparece nas imagens: um Martin mais livre, à vontade e pronto para aproveitar cada clique.
